26 junho 2009

Ectoplasma

O que é esse fluido utilizado pelos espíritos desde para auxílio a doenças até materializações?

Comecemos, portanto, definindo o que é ectoplasma. Fora do alcance deste modesto autor, deixemos uma definição magistral registrada por André Luiz em seu livro “Nos Domínios da Mediunidade”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, e comentemos algo a respeito:

“Áulus deixou aos demais obreiros as medidas atinentes à fase terminal dos trabalhos e elucidou:
_ O ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza. Em certas organizações fisiológicas especiais da raça humana, comparece em maiores proporções e em relativa madureza para a manifestação necessária aos efeitos físicos que analisamos. É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade. Pode ser comparado a genuína massa protoplásmica, sendo extremamente sensível, animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium que os exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não que sintonizam com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser. Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos olhos dos companheiros terrestres ou diante da objetiva fotográfica, dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações, visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele.”

Transcrevemos todo este trecho por conter as principais características do ectoplasma. Desse modo, vemos que se trata de uma “emanação”, um produto orgânico por assim dizer, presente em todos os seres vivos e que guarda íntima relação com o metabolismo de alguns órgãos/estruturas. No homem, nota-se maior produção de ectoplasma pelas células nervosas, daí ser chamado por alguns autores como “fluido nervoso”. A produção em gânglios nervosos mesentéricos é descrita como sendo abundante, e o tipo de fluido pesado processado ali auxiliaria na confecção do ectoplasma. Sua liberação pode ocorrer por todos os orifícios do corpo, mais comumente pela boca e pela genitália. Este fluido segundo a maioria dos autores, retorna ao médium doador, ainda que não completamente, como mostra o esgotamento causado por esse tipo de fenômeno. Como deixa claro o texto de André Luiz, tem forma infinitamente variável e condutora.
Sua utilização por parte dos Mentores Espirituais é a mais variada, sempre aplicada em trabalhos de efeitos físicos. Uma das necessidades de os trabalhos espíritas serem feitos à meia luz é justamente pela decomponibilidade do ectoplasma à ação luminosa. De suas aplicações, temos o uso para tratamento de males físicos, direcionados sobretudo pelos Benfeitores, que o manipula com outros fluidos finos em favor do assistido, e, o mais comentado, pode ser usado em sessões de materialização. Essas últimas, quando sérias, com participantes igualmente idôneos, dispostos a aceitarem os fatos sejam quais forem e sedentos por instruções de nossos Maiores, constituem reuniões de muito respeito. Muito famosas ficaram as sessões de materializações freqüentadas por Chico Xavier nos anos 50 quando em Pedro Leopoldo. Tais sessões encerraram-se após majestosa materialização de Emmanuel, alto, porte atlético, voz de barítono, vestido como sacerdote, com um livro em uma mão e uma tocha na outra, que dizia que embora muito respeitáveis, tais reuniões deviam encerrar-se para privilegiarem-se os livros, instrumento ímpar de edificação e divulgação. A primeira experiência, no entanto, que talvez permaneça insuperável quanto a seu rigor e assiduidade, foram as sessões de materialização do espírito Katie King ao professor William Crookes, eminente físico membro da Academia Britânica de Ciências. Foram meses a fio com materializações quase diárias desse espírito que ficava até horas materializado. Existe farta documentação iconográfica em livros e mesmo na internet sobre materializações de espíritos.
Esse tipo de fenômeno escasseou-se bastante nos últimos tempos devido a uma série de fatores dentre os quais a necessidade de evangelização e não apenas experimentações por parte dos espíritas, o fato de essas reuniões serem muito visadas pelo plano espiritual inferior e pela falta de médiuns aptos – ou melhor, preparados – para esse tipo de trabalho.
O ectoplasma constitui, portanto, importante elemento para os trabalhos espíritas, sendo usado em um sem-número de situações. Reforça-se aqui a necessidade de estudos em tema tão complexo e com tantas nuances, e de forte edificação no Evangelho, protegendo-nos de entidades malsãs prontas a se esgueirarem em nossas brechas morais.

Bibliografia
1. Nos Domínios da Mediunidade. André Luiz (Espírito), psicografado por Francisco Cândido Xavier. Editora FEB.
2. Técnicas da Mediunidade. Carlos Torres Pastorino. Fora de circulação pela editora.
3. Trabalho dos Mortos. Nogueira Faria. Editora FEB

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