"O exercício do amor verdadeiro não pode cansar o coração"
Emmanuel


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01 dezembro 2014

Dúvidas, conceitos e pesquisa



É muito comum surgir dúvidas ao longo do nosso aprendizado em qualquer área, por exemplo, um conceito ainda não elucidado ou mesmo a vontade de aprofundar o conhecimento são algumas características dessa vontade de aprender.
E na Doutrina Espírita isso não é diferente, pois se trata de um aprendizado também. Com o objetivo de ajudar estudiosos e divulgadores do Espiritismo a Federação Espírita Brasileira (FEB) organizou uma obra que facilita a busca e pesquisa.
Essa é a função do “Espiritismo de A a Z”, uma ferramenta que oferece informações e conceitos contidos em 310 obras espíritas publicadas pela FEB. De acordo com a instituição, são 2.162 vocábulos com, aproximadamente, 10.000 definições e conceitos.
“No vocábulo Jesus, por exemplo, você encontrará 129 informações; no vocábulo Espírito, 118; em Deus, 97; em Mediunidade, 94; Perispírito, 93; Reencarnação, 62… Os textos oferecidos foram criteriosamente avaliados, no sentido de assegurar a sua importância no universo das informações do Espiritismo, codificado por Allan Kardec”, ressalta a Federação.

O “Espiritismo de A a Z” está disponível em forma de livro ou como forma de pesquisa online clicando AQUI

Fonte: Federação Espírita Brasileira

30 março 2010

A importância de Chico Xavier para a Doutrina Espírita

Nessa semana de homenagens fica clara a importância de Chico Xavier para o povo brasileiro, muito além dos limites do Espiritismo, como sugere o título desse post. E devemos relembrar que o candidato ao prêmio Nobel da Paz, teve toda sua vida pautada pelos princípios evangélicos mais elevados, preocupado sempre em consolar e vivenciar os princípios que pregava, e de educar para o infinito um povo tão carente de verdades .

Mais restritamente na Doutrina Espírita, Chico tem lugar de excepcional destaque, aqui e no exterior. Nem mesmo Kardec tem tanto alcance quanto Chico: aquele tem uma linguagem filosofica, mais pesada; este uma variedade literária rara, de poemas e contos a romances e mensagens de consolo, que embora densa, conquista o leitor na apresentação mais ou menos formal de seu conteúdo de acordo com a especificidade do público.

Nessa imensa obra, de cerca de 420 livros, e, segundo especulações mais recentes, que teria vendido mais de 50 milhões de exemplares, está toda a Codificação e todo o Evangelho comentados e acrescidos de importantes dados trazidos pelos benfeitores espirituais. É uma obra de caráter revelador, como médium algum produziu no século XX. Obra que se tornou altamente respeitada, dentro e fora do Espiritismo, e que é tomada com praticamente igual importância que a de Kardec. A fidedignidade com a tarefa espiritual, apesar de todos os contratempos que teve que enfrentar em sua vida, foi um fator que aumentou ainda mais a respeitabilidade pela obra de Chico.

Emmanuel, seu mentor espiritual, foi o grande respo nsável pelo caráter da obra de Xavier. Ele recomendou ao próprio médium que se ele, Emmanuel, alguma vez recomendasse ao médium algo que contrariasse o pensamento de Jesus ou Kardec, que Chico continuasse com Jesus e Kardec e procurasse esquecê-lo. Essa foi a tónica ao longo de mais de 70 anos de mediunidade: trabalho sério e disciplinado com Jesus e Kardec.

Chico foi um grande médium, mas sobretudo, um grande homem, que soube doar sua vida em favor do próximo, num exercício constante de amor e humildade. A veneração com que o tratamos aqui não visa colocá-lo em um altar reservados aos santos, mas à memória e a inspiração ao trabalho daqueles que acreditam ser possível transformar o mundo com base no amor.

24 janeiro 2010

O que é o passe?

O passe nada mais é que doação de energia por meio da imposição de mãos, tal como o Mestre Jesus nos ensinou. Essa energia doada pode ser de origem magnética, do próprio passista, a ser utilizada em males físicos principalmente, ou espiritual, em que vibrações mais sutis provindas do plano maior atuam nas estruturas perispirituais, promovendo a harmonia e desligando possíveis laços obsessivos. Em realidade, tal classificação é meramente didática, pois os passes em sua maioria absoluta (salvo em trabalhos muito especiais) são mistos, isto é, o assistido que vai a casa espírita recebe essas duas naturezas de fluido ao tomar o passe.

a)o passista é médium?
Sim no sentido de ter trabalhado sua sensibilidade no contato com os Benfeitores espirituais, sendo todos passíveis de uma influenciação maior que a média, mas, pelo menos no ambiente espírita propriamente dito, o passista não trabalha incorporado (novamente aqui situações excepcionais podem ocorrer, mas não constituem regra de maneira alguma). 

b)Porque os gestos?
Os gestos variam de acordo com os grupo, mas devem ser o mais simples possível, pois o que importa mesmo é a intenção do passista, sua vontade de ajudar. Geralmente há duas fases no passe: uma de higienização, em que formações mentais inferiores e fluidos tóxicos são retirados e a segunda em que se aplicam as energias desejadas de reabilitação. Lembrando que devemos ter cuidado para não criarmos no passe um ritual ridículo, mas mantê-lo na simplicidade ensinada pelo Mestre na imposição das mãos.

c)O passe depende do aplicador então?
Sim, uma vez que a doação provirá essencialmente dele – o plano espiritual auxilia, mas não faz o trabalho por nós. Entretanto, os centros espíritas fazem um preparo de conscientização dos aplicadores no sentido de se evangelizarem e se resguardarem nos dias de trabalho para proverem a melhor assistencia possível.

Existe todo um estudo aprofundado sobre o passe e desejamos apenas introduzir o assunto a quem desconhece o tema. Tem um ótimo artigo no site espírito.org, que pode ser acessado aqui. .

30 novembro 2009

O que é Perispírito?

Tal termo, cunhado por Allan Kardec, se refere a um "corpo fluídico", semi material, que liga o Espírito, estrutura imaterial e eterna, ao corpo, material e perecível. Tem a mesma forma do corpo físico, e é também responsável por sua formação. Isso porque o perispírito é o nosso "arquivo da alma"; tudo que fazemos ao nosso corpo material, pela íntima relação célula a célula com o períspirito, também se manifesta em nosso perispírito. De modo que um fumante inveterado nesta encarnação sofrerá as consequencias do fumo além-túmulo também, uma vez que seu perispírito também fora lesado. Essa lesão repercutirá em nova existência, por meio da reencarnação, uma vez que o perispírito servirá de molde para a diferenciação celular e formação de todos os órgãos, constituindo no corpo físico, as consequencias de seus próprios atos e o roteiro para um novo caminho de evolução e mudança de comportamento.

Embora tal registro ocorra em sua estrutura, é impossível "lembrar-se" de todas as existências por meio do perispírito. Isso porque o Espírito seleciona apenas as experiências que agregaram valor intelectual e moral a seu cabedal de conhecimento. Assim, à medida que a criatura evolui, se espiritualiza, o perispírito vai se tornando mais sutil, e todas as memórias tornam-se patrimônio do Espírito. Chegaremos a um ponto, portanto, em que não precisaremos mais reencarnar, e o perispírito inexistirá; seremos apenas Espírito.

O perispírito, ou "corpo espiritual", possui, como o corpo físico, diversas estruturas que o compõe, sendo os  centros de força (ou chakras, na terminologia hindu), as mais conhecidas. Tais pontos são acumuladores e distribuidores de energias no perispírito e constituem a base da terapêutica espírita de passes, por estarem muitas vezes em desequilíbrio, bloqueando determinados fluxos energéticos. É também sensível a diversas formas outras de perturbação, como por larvas mentais (criações ideoplásticas inferiores, que se alimentam de nossos pensamentos) e até mesmo complexa aparelhagem da dimensão espiritual, constituindo obsessões complexas muitas vezes de difícil resolução. O maquinário celular físico, produz ainda, fora as excretas eliminadas pelo próprio corpo, formas espectrais, digamos assim, decorrentes do metabolismo de tudo que por ele é consumido, sendo possível ver essas emanações no períspirito (tais emanações constituem a aura, que reflete não somente o metabolismo celular mas psíquico e espiritual do ser também).

Uma outra função não menos importante do perispírito é permitir a manifestação espiritual. Os médiuns registram por meio de pontos sensíveis em seu perispírito a presença de Amigos Espirituais ou entidades perturbadas. Esses pontos são meticulosamente estudados pelos Mentores quando deseja-se desenvolver e educar a mediunidade.

Temos o perispírito, então, como uma estrutura nobre, que nos permite reconhecer nossa unidade no tempo e no espaço, preservando-nos a forma, nos reajustando com nós mesmos e brilhando, conosco, ante as bênçãos resplandecentes da mediunidade instrutiva com Jesus.

25 novembro 2009

A reencarnação


Atendendo ao pedido da leitora Nathalie, vou postar aqui de uma forma simples e resumida sobre a reencarnação. O assunto carece de uma explicação mais aprofundada mas o necessário para o entendimento direcionado a pessoas com que estão começando agora a ler sobre doutrina segue abaixo:

O objetivo de todo Espírito é a sua evolução, encarnamos na Terra com o intuito de viver a nossa vida e através dessa vivência ir adquirindo mais experiênia e sabedoria, o que por consequência acaba dando ao Espírito a chance de ir evoluindo. A necessidade de encarnar em um planeta como a Terra (que é de provas e expiações, na sua atual condição) é justamente o fato de que ainda estamos em um grau de evolução em que necessitamos de forte interação com a matéria "pesada" e a Terra fornece o necessário para a nossa breve estadia por aqui, pois cada Espírito encarna em uma orbe compatível com seu grau de evolução, ou seja, um Espírito mais evoluido necessita menos matéria do que um Espírito menos evoluido (como nós), por isso ele acaba encarnando em um planeta que tem menos matéria em sua composição, e assim vai até o ponto de o Espírito não precisar mais encarnar, pois alcança um grau de evolução tão alto que a interação com a matéria deixa de ser necessária.

Pois bem, de uma forma resumida, digamos que é tanta coisa pra aprender com essas experiências que uma vida só aqui na Terra (o que varia, mas a média é de uns 70 a 80 anos hoje, chutando) não é o suficiente para alcançarmos o grau de evolução necessário, pois é preciso respeitar as leis da física e o nosso corpo (que é o meio em que nosso Espírito usa para interagir com a matéria deste planeta) acaba "jogando a toalha" e por fim falece. Esse é o momento em que chamamos de desencarne, pois o Espírito deixa o corpo a qual não lhe serve mais e parte novamente para o mundo espiritual, o seu verdadeiro lar.

A experiência de vida na matéria continuará novamente quando o Espírito regressar em um novo corpo (aqui ele renasce, ou reencarna, como preferir) e começar uma nova vida, aprendendo novas coisas e adquirindo mais sabedoria sobre as coisas, como a moral e o amor ao próximo, e assim fechando o ciclo a qual damos o nome de reencarnação.

Mas, uma pergunta que poderia ficar no ar (dentre muiiiitas outras, pois, como disse, o assunto carece de um estudo bem profundo) é o por que o nosso corpo não pode viver mais tempo (digamos ai 300 anos) e "economizar" essas idas e vindas. Mais uma vez, é preciso respeitar outros pontos, no caso, o próprio planeta, pois o mesmo não suportaria tantas pessoas vivendo por um longo período de tempo, pois seus recursos são limitados e é necessário a manutenção do número de habitantes para o equilibrio de seus recursos naturais. Isso ocorre não só aqui na Terra como também em outras orbes que recebe Espíritos encarnados.

Bom, espero ter conseguido esclarecer um pouco mais sobre a reencarnação, mesmo que de uma forma tão resumida como se vê acima, do mais, o estudo mais aprofundado é indicado para maiores esclarecimentos, mas o básico é isso.

02 outubro 2009

Comece pelo começo

Ao me deparar com um cartaz da USE – União das Sociedades Espíritas – de divulgação da Codificação, com os dizeres “Comece pelo começo”, lembrei-me da mensagem que deixo abaixo, de Emmanuel. Quando o Espiritismo tem o desafio de se manter fiel à suas raízes frente a inúmeras influenciações de religiões orientais, de grande valor filosófico mas não atreladas ao ideal do Cristo que transforma, e de outros exotismos que apenas confundem e não guiam o coração, devemos sempre relembrar a exortação do grande cristianizador do Brasil pelas mãos de Chico Xavier.



Kardec

"Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita, é imperioso estejamos alertas em nossos deveres fundamentais.
Conveçamo-nos de que é necessário:

Sentir Kardec;
Estudar Kardec;
Anotar Kardec;
Meditar Kardec;
Analisar Kardec;
Comentar Kardec;
Interpretar Kardec;
Cultivar Kardec;
Ensinar Kardec;
Divulgar Kardec...

Que é preciso cristianizar a Humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação."

Psicografado por Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, presente no livro “Caminho Espírita”

14 agosto 2009

Mesa branca

É comum encontrar pessoas relacionando o Espiritismo com a tal da mesa branca, geralmente essas mesmas pessoas não tem um conhecimento sobre a doutrina ou nem mesmo faz parte dela, muito embora as vezes os próprios espíritas acabam contribuindo para a confusão. Eu mesmo já me vi nessa situação, em que me perguntam qual religião eu sigo. Dai a coisa começa.

- Sou espírita.

- Ah é? nossa, então você vai em terreiros e essas coisas? como é ir nesses lugares?

- Não, veja bem, você está confundindo com outra crença, no Espiritismo não existe terreiros, não existe rituais, somente segue a codificação de Allan Kardec, o seu fundador.

- Ahh tá, agora entendi. Você é Kardecista.

- Não, mais uma vez está confundindo. Kardecismo não existe, esse termo, apesar de ser bem conhecido e relacionado ao Espiritismo, não existe na doutrina. Como disse, Kardec foi o codificador da doutrina, mas a doutrina se chama Espiritismo, pois seguimos a doutrina dos Espíritos e não Kardec em si, apesar do grande respeito que temos pelo codificador e o seu maravilhoso trabalho em relação a isso tudo.

- Hummm, tá certo. Agora sim deu pra entender. É mesa branca né?

O diálogo acima é bem comum, e a maioria das pessoas não tende a explicar as coisas como deveriam, e fica por isso mesmo, e a confusão continua.

Mas, afinal, o que é a tal da mesa branca?

Mesa branca nada mais é que um simples termo inventado para diferenciar o Espiritismo de outras crenças, como a Umbanda e o Candomblé. Falando bem na lata mesmo, é mais um termo inventado para que não confundam o Espírita com "macumbeiros", do mesmo modo que se faz com o termo "Kardecista".

Ao meu ver, o uso desses termos denota um certo preconceito com as outras crenças, já que os termos citados aqui não tem outro objetivo a não ser o de simplesmente colocar o Espiritismo em um ponto isolado em relação as outras doutrinas, como se o Espiritismo fosse, indiscutivelmente, "melhor" e "mais puro" que as outras. É um erro.

O grande problema está localizado entre os próprios espíritas que permitem o uso dos termos errados e permitem a continuidade desse equívoco. É de suma importancia o esclarecimento desses pontos, principalmente pra quem está chegando agora, pois são eles os responsáveis por levar, em um futuro próximo, a mensagem do Espiritismo.

30 julho 2009

O Espiritismo é Cristão?

A resposta para essa pergunta é simples e clara. SIM, e ponto final.
Alguns insistem em dizer e fazer valer a afirmação de que o Espiritismo não é Cristão, de que a doutrina fere o cristianismo em vários pontos, dentre os quais citarei os dois mais críticos, ao meu ver, que seguem abaixo:

A divindade de Jesus - Para os "verdadeiros Cristãos", Jesus seria o próprio Deus e não o filho Dele, não poderia ser criatura, já que o próprio é o Criador.

A redenção de Jesus - Deus, em toda sua bondade e misericórdia, enviou seu filho único, Jesus (Veja bem que, aqui se tem uma contradição, com o ponto de Jesus ser o próprio Deus) para salvar a humanidade dos seus pecados. Somente aceitando Jesus um "verdadeiro Cristão" se salva de seus pecados.


Sobre a divindade de Jesus, o Espiritismo nos esclarece que o Mestre é o ser de mais alta escala evolutiva que já se passou pela Terra, com a missão de nos ensinar do modo mais claro e belo possível o que é o Amor, o sentimento que rege o universo, a base fundamental para a evolução de todas as criaturas. Oras, Jesus é o filho de Deus, é nosso irmão maior, pois todos somos filhos de Deus. Em toda sua sabedoria e justiça, Deus nos cria TODOS simples e ignorantes, e temos a chance de subir a escada da evolução e um dia chegar lá. Foi assim com Jesus, vai ser assim comigo e com você também. Simples assim.

Como disse acima, o ser humano busca a sua evolução, é a nossa meta principal. Sendo criados simples e ignorantes por Deus, cabe a nós ir atrás de nosso aperfeiçoamento como ser humano, é nosso mérito superar todos os problemas, seria fácil demais aprontar até dizer chega durante boa parte da vida e depois simplesmente entrar em uma igreja, aceitar Jesus e sair com a "ficha limpa" com o pessoal lá de cima. Como um bebê que nasce sem fala e sem saber andar, somente com o convívio com outras pessoas, sua família, ele vai aprender a falar, vai perder o medo de um dia ficar em pé e dar os seus primeiros passos.

Jesus nos ensina a andar, segura em nossas mãos até que possamos caminhar sozinhos, está sempre por perto zelando por nós, é o nosso tutor aqui na Terra, é o nosso Mestre maior, mas temos que fazer nossa parte também, não adianta ficar parado só esperando o auxilio ou, pior, esperando a salvação cair, literalmente, do céu.

"Pois onde houver dois ou três, reunidos em meu nome, ali estarei"

Mateus 18:20

O Mestre não faz distinção de crenças, nos ensinou que amar é o único e verdadeiro caminho, e isso é o que importa. Ser Cristão é viver iluminado pela luz de Jesus, é seguir seus ensinamentos morais e amar ao próximo como a si mesmo.

Esse tema, infelizmente, é sempre seguido de muita polêmica e há muitos outros pontos a serem esclarecidos, renderia várias páginas deste humilde blog e, talvez, muita dor de cabeça... rsrsrs. Mas sigamos o exemplo do Mestre, que nos ensinou que o Amor move montanhas, e estaremos TODOS bem.

24 junho 2009

A Célula do Espiritismo

Pela valorização dos Centros Espíritas

Creio valer a pena relembrarmos nesse momento um importante texto de Allan Kardec contido no “Livro dos Médiuns” sobre a constituição de uma sociedade espírita. Vez por outra ouvimos falar de uma ou outra contenda envolvendo Federações, Fraternidades e os próprios centros espíritas. No intuito de organizar o movimento espírita no país criaram-se conselhos e órgãos para centralizarem certas tendências, tentando proteger dentro de certos parâmetros a integridade da Doutrina.
Mas pelo caráter próprio de nosso planeta, do qual somos constituintes, essas organizações passaram a ser objeto de desejo, e aos poucos a vaidade e o egoísmo foram se imiscuindo dentro de tais organizações, com o apoio sutil do plano espiritual inferior, e criando discussões e deserções, criando-se novos conselhos e novos órgãos, e repetindo-se o mesmo processo de luta pelo poder como em outras denominações religiosas.
O que quero reforçar aqui não são os equívocos dessa ou aquela política, embora devamos estar atentos a existência deles. Ao contrário: devemos reforçar o conceito do centro espírita como célula do Espiritismo. É nele em que ocorre o intercâmbio seguro com os Planos Superiores, é onde os assistidos procuram ajuda, faz-se caridade e doutrina-se crianças e adultos, encarnados e desencarnados, para a necessidade do aprendizado e das lições do Cristo. Muitas casas têm o suporte de Federações e Fraternidades, que uniformiza algumas práticas e dá suporte didático com materiais para muitas delas. Isso é ótimo. A interferência, no entanto, na autonomia dos trabalhadores do grupo e da dinâmica da casa é que é nefasta e deve ser combatida duramente. Em muitos centros, por exemplo, as manifestações são reprimidas e inexistem sessões de instruções aos trabalhadores, que facilmente sucumbem às menores mistificações – como ainda existem pessoas crédulas e ingênuas no Espiritismo... Em alguns outros, filiados a uma determinada Fraternidade cujo nome a caridade pede silêncio, sequer a psicografia é aceita como meio de comunicação interplanos! Fala-se tanto de conselhos deliberativos, de órgãos de representação, de Federações ou Fraternidades e a casa espírita, núcleo de todo o movimento, continua entregue ao pouco cuidado de seus trabalhadores, que ignoram a necessidade de estudo e de reforma íntima.
Escolhemos postar um trecho de Kardec versando sobre a formação de Sociedades Espíritas, pequenas e grandes, apontando os porquês da preferências de reuniões íntimas, consolidando a posição da Casa Espírita como cerne do Espiritismo. Que esse trecho do Codificador possa nos alertar e guiar nos caminhos escuros que porventura nos deixamos tomar:

“Já vimos de quanta importância é a uniformidade de sentimentos, para a obtenção de bons resultados. Necessariamente, tanto mais difícil é obter-se essa uniformidade, quanto maior for o número. Nos agregados pouco numeroso, todos se conhecem melhor e há mais seguranaça quanto à eficácia dos elementos que para eles entram. O silêncio e o recolhimento são mais fáceis e tudo se passa como em família. As grandes assembléias excluem a intimidade, pela vaiedade dos elementos de que se compõem: exigem sedes espeiciais, recursos pecuniários e um aparelho admnistrativo desnecessário nos pequenos grupos. A divergência dos caracteres, das idéias, das opiniões, aí se desenha melhor e oferece aos Espíritos perturbadores mais facilidade para semearem a discórdia. Quanto mais numerosa é a reunião, tanto mais difícil é conterem-se todos os presentes. Cada um quererá que os trabalhos sejam dirigidos segundo o seu modo de entender; que sejam tratados preferentemente os assuntos que mais lhe interessam. Alguns julgam que o título de sócio lhes dá o direito de impor suas maneiras de ver. Daí, opugnações, uma causa de mal-estar que acarreta, cedo ou tarde, a desunião e, depois, a dissolução, sorte de todas as Sociedades, quaisquer que sejam seus objetivos. Os grupos pequenos jamais se encontram sujeitos às mesmas flutuações. A queda de uma grande Associação seria um insucesso aparente para a causa do Espiritismo, do qual seus inimigos não deixariam de prevalecer-se. A dissulução de um hrupo pequeno passa despercebida e, ao demais, se um se dispersa, vinte outros se formam ao lado. Ora, vinte grupos, de quinze a vinte pessoas, obterão mais e muito mais farão pela propaganda, do que uma assembléia de trezentos ou de quatrocentos indivíduos.
Dir-se-á, provavelmente, que os membros de uma Sociedade, que agissem da maneira que vimos de esboçar, não seriam verdadeiros espíritas, pois que a caridade e a tolerância são o dever primário que a Doutrina impõe a seus adeptos. É perfeitamente exato e, por isso mesmo, os que procedam assim são espíritas mais de nome que de fato. (...)”

Trecho extraído do capítulo “Das sociedades espíritas”, do Livro dos Médiuns, por Allan Kardec.

11 junho 2009

Deus

Uma das maiores dúvidas da humanidade, se não for a maior, é a respeito da existência de Deus. Ele existe mesmo? Criou tudo isso a nossa volta? Nos criou? E por ai vai.

Essa dúvida está longe de ser esclarecida de uma vez por todas, apesar dos esforços científicos realizados nos estudos do Universo, de como as coisas funcionam, de nossa origem e tudo mais, nada chega nem perto de uma resposta plausível. Se você perguntar pra qualquer pessoa sobre acreditar na existência de Deus, e a resposta for afirmativa, essa pessoa estará te dando uma resposta baseada em sua crença pessoal, em sua fé. O mesmo vale pra uma pessoa que afirma não acreditar, ainda sim estará dando uma resposta baseada em crença pessoal, pois também não tem provas de que Ele realmente não exista.

O velhinho de barbas brancas e seu cajado

A forma de Deus como um velhinho de barbas brancas segurando um cajado, sentado em seu trono reinando tudo no universo é muito comum entre os que crêem, pois a bíblia mesmo nos diz que Deus nos criou em sua forma e semelhança.
Deus muitas vezes também é visto como severo e "vingativo", punindo fortemente aquele que não seguir suas leis. Essa caracteristica servera de Deus, aliás, muitas vezes é usada por correntes religiosas como uma forma de coibir e amedrontar seus fiéis, acabando por conseguir o total controle sobre os mesmos.
Vejamos o que O livros dos Espíritos nos diz a respeto de Deus.
Logo na primeira pergunta o livro nos traz a seguinte questão, e a resposta dada pelos espíritos superiores:
P: Que é Deus?
R: Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
Resposta bem clara e direta. Interesante notar que a pergunta, bem colocada, questiona "que" é Deus, e não "quem" é Deus, e a resposta só confirma que Deus é uma inteligência suprema, ou seja, não teria uma forma definida ou algo parecido com nós humanos em semelhança com a forma carnal. A mesma resposta ainda nos diz sobre a criação, já que indica que Deus é a causa primária de todas as coisas.
A segunda pergunta diz respeito ao infinito:
P: Que se deve entender por infinito?
R: Que não tem começo nem fim, o desconhecido. Tudo o que é desconhecido é infinito.
Com a definição do infinito dada pelos espiritos superiores, a terceira pergunta vem logo em seguida, buscando alguma relação de Deus com o infinito:
P: Pode-se dizer que Deus é o infinito?
R: Definição incompleta, pobreza da linguagem humana, insuficiênte para definir o que está acima da linguagem dos homens.
Oras, se o homem não entende o infinito ainda, não seria mesmo possível entender Deus em sua total clareza, a humanidade ainda não está apta a entender o infinito em sua plenitude. Na pergunta de número 10 do livro fica claro que ainda nos falta, no estágio atual de evulução em que nos encontramos, faculdade para entender certas coisas.
P: O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?
R: Não. Falta-lhe, para tanto, um sentido.
Então estariamos fadados a nunca vir saber realmente que seria Deus?
A pergunta número 11 responde essa pergunta de forma bem clara.
P: Será um dia permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?
R: Quando seu espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, tiver se aproximado dela, então a verá e compreenderá.
A meta principal de todo espírito é alcançar a perfeição, a sua pureza e consequentemente a felicidade plena em sua real forma. Através da reencarnação, o espírito vai percorrendo este longo caminho para alcançar sua meta e, um dia, chegar a entender Deus de uma forma definitiva.
TODO espírito, independente de sua fase atual na evolução e de seus atos, um dia chegará lá, pois ao percorrer o caminho da evolução, o mesmo vai absorvendo conhecimento e entendendo o certo e o errado, até um ponto de não precisar mais do corpo carnal, não precisar mais da interação com a densa matéria. Essa é a beleza de Deus, a beleza de não privilegiar nenhuma de suas criaturas, a beleza de que todos somos iguais perante a Ele, que todos somos irmãos. Jesus, nosso mestre, percorreu todo esse trajeto, chegou lá e veio até nós, através de sua missão, ensinar-nos que através do amor, chegaremos lá também. Com isso, a imagem do Deus severo e "vingativo" fica totalmente pra trás.
Sobre a prova da existencia de Deus, a pergunta número 4 do livro nos traz:
P: Onde podemos encontrar prova da existência de Deus?
R: Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e vossa razão vos responderá.
Trocando em miúdos: Olhe à sua volta, observe a complexidade do mundo em que vive, e compreenderá, através da razão, que a prova da existência de uma força maior, criadora de tudo, está bem ao seu redor.
Prova científica sobre a existência Dele, ainda não temos e, acredito eu, não teremos tão cedo, mas todos nós, de uma forma ou de outra, temos em nosso íntimo a certeza da existêcia de uma força maior, que rege tudo e a todos, e que a entenderemos cedo ou tarde, pois a nossa evolução nos permitirá isso um dia.
Para saber mais:
O livro dos Espíritos.
Capítulo 1 - Deus.

23 maio 2009

Zelar pela Doutrina



Diante de nossos irmãos com os quais viemos a partilhar de alguns pontos de vista, esperando dilatar ainda mais nosso círculo de amizades espirituais e nos ajudarmos mutuamente neste longo caminho da evolução, trago aqui uma reflexão sobre nossos papéis enquanto cuidadores e propagadores da Doutrina Espírita, que tanto nos tem amparado e consolado em nossa pequenez.

Como consta nos objetivos deste blog, pretensão outra não temos que aquela de divulgar reflexões próprias e criar uma rede de amigos e estudos centrado no Espiritismo. Apenas Espiritismo, como diz Kardec em A Gênese, no sentido de uma religião ampla, sem personalismos de qualquer tipo, exclusivamente relacionado a este ou aquele Benfeitor, ainda que seja comum a denominação “espiritismo kardecista”. Talvez seja oportuno relembrar este termo, ainda que impróprio segundo o mesmo Kardec, para dizer o quanto falta aos “kardecistas” de hoje terem a sua mesma postura de há pouco mais de 150 anos. Uma postura sóbria, baseada no bom senso, no estudo sistematizado e na experimentação, e não na frivolidade, nas excentricidades de todo tipo e no deconhecimento decorrente da falta de estudo e reflexões sérias sobre os mais diversos assuntos. Assim sendo, perguntamos: qual tem sido o nosso papel nessa bendita doutrina? Como temos contribuído com ela? Respeitamos e zelamos por ela de fato?

Creio que a fidelidade a Kardec seja fundamental. Não uma crença cega e fanática, mas entendida e franca, que do “crer” passa ao “saber”. Seu desdobramento natural, e necessário dentro do conceito de Revelação progressiva, na obra de Chico Xavier, também constitui pedra angular da Doutrina, em que o Codificador é sempre o ponto de partida para todos os apontamentos dos Amigos Espirituais. É preciso sim saber diferenciar o que clareia e o que turva os princípios espiritistas. Censurar não, discernir sim – falo isso baseado em muitos centros espíritas que simplesmente baniram diversos autores de suas livrarias como os Gasparetto (embora nem eles mesmos se digam espíritas) ou até mesmo Carlos Baccelli.

Como a imagem citada por Emmanuel, da grande árvore farta, na qual pássaros façam seus ninhos temporários e vão embora, a que o lavrador deve ficar atento para que suas raízes permaneçam firmes e ela continue frutificando. Assim devemos entender nossa responsabilidade, como lavradores dessa árvore frondosa chamada Espiritismo, plantada em solo fértil, no coração e na Razão dos homens. “Toda crença é respeitável. No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade. (...) Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas”. Eis a recomendação sábia do bondoso Emmanuel. Não preciso nem citar a falta de compromisso de muitos trabalhadores espíritas que por falta de disciplina faltam ao trabalho edificante e assistencial, negando-se a si mesmos a oportunidade de servir no Bem. E essa é uma questão muito séria, pois o movimento, conquanto tenha recursos humanos bem formados e engajados, necessita de seareiros que continuem a lida, levando adiante o processo de regeneração planetária.

Torna-se imperiosa, portanto, nossa distinção moral e intelectual, educados em Cristo, Kardec e Chico Xavier, não sermos “cultos em doutrina e pobres em espírito” como diz André Luiz no excepcional prefácio de “Nosso Lar”.

Depois desses pequenos apontamentos, esperamos poder fazer nossa a rogativa de Yvonne do Amaral Pereira ao Alto, que serve para todos os trabalhadores do planeta, médiuns conscientes ou inconscientes daqueles que com eles se sintonizam, ao final dos serviços reencarnatórios:

"Obrigada, meu Deus, pela bênção da mediunidade que me concedeste como ensejo para a reabilitação do meu Espírito culpado. A chama imaculada que do Alto me mandaste, com a revelação dos pontos da tua Doutrina, a mim confiados para desenvolver e aplicar, eu ta devolvo, no fim da tarefa cumprida, pura e imaculada conforme a recebi: amei-a e respeitei-a sempre, não a adulterei com idéias pessoais porque me renovei com ela a fim de servi-la; não a conspurquei, dela me servindo para incentivo às próprias paixões, nem negligenciei no seu cultivo para benefício do próximo, porque todos os meus recursos pessoais utilizei na sua aplicação. Perdoa, no entanto, Senhor, se melhor não pude cumprir o dever sagrado de servi-la, transmitindo aos homens e aos Espíritos menos esclarecidos do que eu o bem que ela própria me concedeu.”


Bibliografia

1. A Gênese. Allan Kardec, Editoras FEB/LAKE/IDE/FEESP

2. Seara dos Médiuns, lição “Ensino Espírita”. Emmanuel (Espírito), psicografado por Francisco Cândido Xavier. Editora FEB.

3. Religião dos Espíritos, lição 80 “Doutrina Espírita”. Emmanuel (Espírito), psicografado por Francisco Cândido Xavier. Editora FEB.

4. Nosso Lar. Prefácio. André Luiz (Espírito), psicografado por Francisco Cândido Xavier. Editora FEB.

5. Recordações da Mediunidade. Bezerra de Menezes (Espírito), psicografado por Yvonne do Amaral Pereira. Editora FEB

22 maio 2009

O que é, realmente, o espiritismo?

Um dos principais objetivos desse blog, senão o principal, é divulgar a doutrina espírita de uma forma clara e objetiva, esclarecer o máximo possível de dúvidas sobre a doutrina (que não são poucas) e também corrigir as distorções sobre a mesma (que também não são poucas), pois, infelizmente, muitas pessoas acabam tendo uma visão errada do espiritismo devido a divulgações erroneas acerca da doutrina.

A doutrina espírita surgiu na França, em Paris, no final do século XIX, pelas mãos de Hippolyte Leon Denizard Rivail, mais conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec. À época, na França, haviam surgidos vários fenômenos ditos paranormais que estavam chamando muita atenção da sociedade, como, por exemplo, um dos mais comentados, os fenomenos das mesas girantes, em que mesas balançavam e emitiam sons sem nenhuma explicação plausível. Os fenômenos em si geravam tanta curiosidade e atraiam tanta gente que acabavam virando uma espécie de diversão para as pessoas, que achavam interessante aquilo tudo e sempre compareciam em peso nas sessões realizadas.

Os fenômenos chamavam atenção não só de curiosos como também de pessoas cultas da sociedade, que acabavam indo atrás de algo mais além de diversão, tentando encontrar respostas lógicas e válidas para as ocorrências. Dentre esses, Allan Kardec, um respeitado pedagogo e estudioso, comparecia frequentemente nas sessões afim de analisar as ocorrências, as quais não deu muita atenção no começo, pois achava que se tratava somente fenômenos ligados aos magnetismo animal, a qual era estudioso. Com o tempo, através de suas observações, Kardec percebeu que esses fenômenos produziam respostas lógicas e elaboradas, convencedo-se de que os fenômenos eram ligados a espiritos e não somente ao magnetismo animal, como pensava anteriormente.

Com base nessas informações, Kardec se dedicou arduarmente aos estudos mais profundos, vindo a ter colaboração de vários médiuns respeitados daquela época, compilando os dados que recebia nas comunicações com os espíritos, lançando mão de seu bom senso e apurado cuidado com as analises feitas. Assim, em 1857, publica um livro contendo todo o resultado de seu trabalho junto aos espiritos, um livro de didática clara e direta, chamado O Livro dos Espiritos, o qual veio a ser o marco inicial da doutrina espírita.
Explicar mais afundo o Espiritismo é algo que um post só não daria conta, devido a quantidade enorme de informações disponíveis e a variedade encontrada.
Portanto, para não alongar desnecessáriamante o post, segue abaixo alguns links que dão uma visão bem clara e correta sobre o Espiritismo:

A doutrina espirita é muito vasta, há uma infinidade de informações e livros disponíveis relativos a doutrina e a internet abre um leque magfnífico para quem deseja apenas conhecer, como também aprofundar-se nessa maravilhosa doutrina. Como em tudo, há extrema necessidade de cautela e bom senso nas pesquisas, para o correto entendimento do que se está absorvendo.

Termino aqui esse post com um esclarecimento básico sobre a doutrina, que hoje se confunde muito. Kardecismo não existe. Este termo é muito usado hoje por espíritas, para que haja uma diferenciação da doutrina espírita de outras doutrinas espiritualistas existentes. Mas o termo é erroneo, pois, como você viu, Kardec é "apenas" o codificador da doutrina, a qual ele mesmo disse, não ser dele e sim dos espíritos. Correto mesmo, somente o termo Espiritismo.